ACOUSTIC GUITAR ANATOMY

  • ANATOMIA DE UM VIOLÃO ACÚSTICO

    Essa página oferece informações básicas sobre Violões

Elementos do Som e Tocabilidade

Corpo

O corpo funciona como o alto falante de um violão – é o elemento principal que dita como o violão irá soar.

A vibração das cordas do violão é transmitida para o topo do corpo através da ponte que por sua vez transmite vibrações para o fundo e laterais. O som do violão é o resultado desses três lados combinado com o ar dentro da caixa se movendo em conjunto. Uma pequena alteração em qualquer elemento do corpo – formato, tamanho ou material – irá alterar o som do violão.

Neck

A mão humana é incrivelmente sensível, portanto o formato e tamanho exatos de um braço de violão faz uma enorme diferença na pegada de um violão, mas o braço também tem uma influência significativa no timbre e sustain do instrumento.

Para que não torça ou empene, as madeiras mais duras e densas são utilizadas para fazer braços: mogno, rosewood, nato, padauk, e às vezes maple. Os braços podem ser feitos de uma punica peça de madeira, ou de diversas peças juntas para adicionar força e rigidez. A Yamaha combina mogno com rosewood, padauk, ou ébano em braços de três ou cinco peças, misturando força e características sonoras de diferentes madeiras para o resultado desejado.

Além da questão primária de tocabilidade, o formato do braço também afeta sua massa geral, que possui um efeito no timbre – mais massa resulta em um som mais gordo e grosso. O tipo de braço pode ir de algo mais plano “D” até um “D” mais arredondado até um distinto formato “V”. A escolha é totalmente pessoal, e a Yamaha passou muitos anos pesquisando e refinando formatos de braços para fabricar formatos que atendam às diferentes características de cada modelo de violão enquanto equilibra conforto e tocabilidade com força, estabilidade e ótimo timbre.

O comprimento de um braço de violão, também chamado de comprimento de escala, altera a pegada e o som de um violão. Um braço mais curto, como o braço de um FS que é apenas alguns milímetros mais curto que um padrão, terá a pegada mais confortável e proporcionará um timbre com clareza e brilho.

Ponte

A ponte é onde as cordas são presas ao topo do violão e em um violão geralmente consiste em dois componentes: a ponte fixa e o rastilho. O rastilho fica em um encaixe na base da ponte, que é colada diretamente no topo do violão. Buracos são furados através da ponte e topo do violão para que as cordas possam ser passadas através deles. Pinos de calço para a ponte seguram as cordas no lugar.

A ponte possui duas funções principais – transmitir as vibrações das cordas para o corpo do violão, e controlar o comprimento da corda, que determina a precisão de afinação ao longo da escala (referida como a afinação de um violão).

Para ajudar as vibrações das cordas serem transmitidas eficientemente para o corpo com o mínimo de perda, materiais relativamente duros são utilizados tanto para a ponte como para o rastilho. A base da ponte é geralmente feita de madeira dura e densa como ébano ou rosewood, enquanto o rastilho é feito de resina dura ou osso. Marfim era considerado o melhor material no passado, mas é ilegal a muitos anos. Noivos materiais sintéticos estão se tornando populares devido ao seu bom equilíbrio de timbre, durabilidade e produção sustentável.

Os materiais utilizados para que a ponte tenha um efeito considerável no timbre de um violão – materiais mais duros como o osso proporcionam um timbre mais claro e com brilho mas são mais caros, mais difíceis de trabalhar e mais frágeis.

As cordas na ponte, que são precisamente formadas para controlar a altura e a combinação de curvatura do braço.

Para manter um timbre próprio para todas as seis cordas, para que uma corda tocada no 12º traste esteja exatamente uma oitava acima da corda solta, o rastilho é instalado em um ângulo precisamente calculado, com o final da corda E mais aguda um pouco mais perto do braço do que o final da corda E mais grave. A terceira corda (G) normalmente requer uma leve compensação no rastilho para atingir a entonação correta. Em um violão, isso não pode ser ajustado facilmente, então é vital que o violão seja bem desenhado e construído para que a ponte esteja no local perfeito quando nova, e que não mova mesmo depois de anos sendo tocada.

Escala e Trastes

Quando se toca um violão, é possível sentir a escala de madeira e os trastes de metal cravados nela mais do que qualquer parte do instrumento. Eles afetam o som, a pegada e a afinação de um violão, então escolher os materiais corretos e garantir que eles sejam combinados corretamente é essencial.

Madeiras duras e escuras como ébano e rosewood são as madeiras mais comumente utilizadas para escala já que elas proporcionam a mistura ideal de durabilidade e resistência juntamente com um bom timbre.

A posição exata de um traste entre a pestana fixa e a ponte de um violão determina o pitch de uma nota, então os encaixes do traste são cortados na escala utilizando a precisão de um cortador controlado por computador para se certificar que eles estejam no local exato. O material, altura, diâmetro e formato geral dos trastes também afetam a tocabilidade, timbre e entonação, portanto os trastes são fabricados e instalados com o maior cuidado possível. A combinação dos processos computadorizados da Yamaha para precisão e o toque sensível de um luthier é a melhor forma de fazer isso.

Nut (Pestana Fixa)

As cordas do violão são suspensas entre a ponte no corpo e o nut no headstock, e a sua distância determina a afinação da corda solta. Uma pequena mudança no comprimento da corda pode tornar uma afinação precisa impossível, portanto, precisão é extremamente importante.

O nut possui encaixes que são cortados nos tamanhos e formatos perfeitos para cada corda repousar. A profundidade de cada encaixe é precisamente feita por um luthier corda por corda para se certificar da altura perfeita de cada corda em relação aos trates tornando possível a colocação dos trastes sem que cause nenhum tipo de trastejamento quando terminado.

O nut de violão é geralmente feito do mesmo material do rastilho – resina sólida, osso ou materiais sintéticos modernos, materiais mais duros geralmente são melhores.

Tarraxas

Cada corda passa pelo nut e é presa a uma tarraxa no headstock. As tarraxas podem ser posicionadas apenas de um lado (seis uma ao lado da outra) ou em lados opostos (três de cada lado) do headstock.

Girar a ponta da tarraxa enrola a corda em volta do poste da tarraxa apertando mais a corda e aumentando sua afinação.

Tarraxas de boa qualidade são projetadas para que o poste não se mova a não ser que a ponta da tarraxa seja girada, ajudando o violão a se manter afinado.

Tensor

A tensão produzida por um jogo de cordas de aço afinadas é considerável, e irá curvar até mesmo o braço mais rígido, puxando o headstock em direção braço e provocando um formato de “U” no braço. Se há muita curva no braço, o violão será difícil de tocar pois as cordas ficarão muito longe da escala.

Para se contrapor à essa força, os violões de corda de aço possuem uma barra de metal dentro do braço chamada de tensor com uma ponta ajustável que pode ser utilizada para endireitar o braço e compensar a força das cordas. Essa ponta de ajuste pode ser acessada através de uma capinha removível no headstock, ou no final do braço perto do corpo do violão através da boca do corpo.

Quase todos os braços de violão precisarão de ajustes de tempos em tempos devido às mudanças de clima ou caso você troque o calibre das cordas, mas um tensor bem instalado proporcionará um ajuste fácil e preciso durante toda a vida de um violão.

Violões com cordas de nylon geralmente não precisam de um tensor pois a tensão das cordas de nylon é bem menor do que a tensão das cordas de aço.

Mdeira

As madeiras utilizadas em um violão e a maneira que elas são combinadas são elementos fundamentais na formação do timbre. Não existe a “melhor” combinação de madeira: as preferências e necessidades individuais de timbre são os fatores decisivos, mas existem requerimentos básicos para força, estabilidade e equilíbrio de timbre que guia a escolha da madeira. A tabela abaixo lista algumas das madeiras utilizadas para diversas partes nos violões da Yamaha junto com sua fonte e características principais.

Sólido vs Laminado

Existem dois tipos principais de madeira usadas em corpos de violão: madeira sólida é uma peça única de madeira natural, madeira laminada consiste em múltiplas (normalmente três) camadas muito finas de madeira coladas juntas.

Madeira sólida geralmente soa melhor do que a laminada pois transmite vibrações mais efetivas do que camadas de madeira juntas com cola, mas é mais cara mais frágil e mais sensível a mudanças de temperatura ou umidade.

As madeiras sólidas não são todas iguais, portanto não é possível dizer que a madeira sólida sempre soa melhor do que madeira laminada. Um violão bem desenhado feito de madeira laminada onde a grossura da madeira, a escolha do material, a fórmula da cola são perfeitamente refinadas pode soar bem e ser extremamente durável.

Por ser onde a maioria das vibrações ocorrem, o topo de um violão é onde a maior diferença entre madeira sólida e madeira laminada pode ser notada.

Formato do Corpo & Dimensões

O formato do corpo de um violão muda o visual dele, mas também tem um efeito significativo no timbre.

Um violão com corpo maior geralmente irá ter um som 'maior', significando maior resposta de frequências graves e agudas. Um corpo menor irá resultar em um som 'menor', onde existe menos resposta de graves e agudos e um timbre médio mais forte.

Timbres diferentes se encaixam em músicos diferentes, estilos diferentes de música e aplicações diferentes. A Yamaha possui diversos formatos diferentes de corpo, cada um feito para soar, parecer e ter uma pegada diferente – as mudanças são relativamente pequenas, mas as diferenças são notáveis.

Para músicos que querem acesso às notas mais altas do violão, corpos com cutaway permitem que a mão da digitação chegue mais embaixo no braço sem que o corpo entre no caminho.

Bracing (Estruturas Internas)

O topo de um violão é muito fino, portanto para impedir que ele se curve e rache sob a pressão das cordas, finas tiras de madeira – estruturas internas – são coladas na parte de baixo para reforça-lo. Colar as estruturas internas no topo de um violão, que é a fonte primordial do timbre, altera a vibração do topo, e consequentemente o timbre do violão.

O design das estruturas internas equilibra seu papel estrutural com o enorme efeito que ele provoca no timbre do violão. Existem muitos fatores que podem ser ajustados incluindo formato, tamanho, contorno e layout de cada tira de madeira (pode haver dez ou mais debaixo do topo de um violão) e a exata combinação desses elementos é provavelmente a coisa mais importante ao determinar as características entre os violões.

Tradicionalmente, as estruturas internas foram desenvolvidas através de tentativa e erro – com um luthier ajustando o layout, e dando forma às estruturas até que o som ficasse bom, utilizando experiência para julgar se seria forte o bastante para manter o topo plano por vários anos.

Os mais novos desenhos de violões da Yamaha utilizam simulações de computador especiais para determinar o formato, tamanho e colocação exatos de cada estrutura interna para proporcionar a resposta de timbre desejada e o reforço perfeito.

Junção do corpo e Braço

O ponto onde o braço e o corpo de um violão se juntam é extremamente importante. Tem que ser forte para que o braço não se mova, mas como a vibração do braço e headstock contribuem demais para o som de um violão, também precisa transferir essas vibrações eficientemente de volta ao corpo para obter o melhor som possível. O formato da junção, e como ela precisamente se encaixa, possuem um grande efeito nesse aspecto.

Todos os violões da Yamaha (com exceção dos pequenos como o JR1 e o APXT) utilizam uma junção modificada confortável, de encaixe perfeito onde o formato exato do braço e a fresta correspondente no corpo são precisamente combinadas e moldadas a mão e então encaixadas utilizando uma pequena porção de cola. Esse approach meticuloso assegura de que todo violão Yamaha é construído para uma estabilidade duradoura e o melhor som possível.

  • Sistemas de captação próprios da Yamaha

    Quando se ouve um violão de perto e sem amplificação você está escutando o som de cada parte do instrumento: o topo, fundo, laterais e até mesmo o braço e o headstock – esse é o som que muitos músicos procuram quando tocam ao vivo.

    Quando um violão é amplificado, o objetivo é encontrar o equilíbrio perfeito entre seu timbre natural e o que é praticamente impossível. Um microfone, ou uma combinação de microfones, resultará em um timbre mais natural mas longe de ser o ideal em um palco devido ao feedback, problemas em captar outros instrumentos do palco e o fato de que o músico não pode se mover para longe do microfone.

    Os sistemas de captação interna superam muitos desses problemas, mas são difíceis de fazer com que eles soem de uma forma natural. Captadores debaixo do rastilho são os mais comuns, mas são criticados com frequência por captar mais o som das cordas – isso faz com que passe por uma mix muito bem, mas não entregam um timbre natural de um violão.

    Por mais de 30 anos a Yamaha tem desenvolvido sistemas de captação próprios desenhados para combinar timbre natural e utilização em palco.

Tecnologia de Transdutores de Ressonância Acústica da Yamaha

Os Captadores Transdutores de Ressonância Acústica da Yamaha (ART) é um captador de contato que fica preso debaixo do topo do violão. Pelo fato de o captador pegar as vibrações tanto da madeira como a do ar em volta dele, o som é dinâmico, natural e extremamente responsivo em relação ao corpo.

O captador foi desenhado desde o início para violões, com elementos sendo feitos para melhorar o som – até mesmo o adesivo que prende o captador no topo do violão foi escolhido baseado em como ele soava.

Tecnologia de Resposta de Estúdio (SRT)

O sistema SRT da Yamaha utiliza uma combinação precisa de sistema de captação e pré-amp para reproduzir o som de um violão como se fosse captado por microfones. Processamento de Sinal Digital (DSP) modela o som de um microfone, o ar em volta de um violão, a sala que ele foi microfonado e todas as partes de um violão para criar um som natural sem nenhum microfone.

Cada modelo precisa ser gravado para criar o som que o sistema SRT irá recriar, mas esse processo significa que o som amplificado seja o mais próximo possível de um som acústico.

Eletrônica SRT2

O SRT2 é o mais novo sistema de captação desenvolvido pela Yamaha, e melhorado para apresentações em palco.

Os preamps SRT permitem a mistura entre o som cru do captador e o som modelado de um microfone do sistema SRT para alcançar o equilíbrio perfeito entre um som natural de microfone e as características de um captador embaixo do rastilho.

O SRT2 possui 2 diferentes tipos de som de microfone assim como EQ de graves e agudos para obter o som perfeito para qualquer estilo, local ou sessão.

SRT POWERED

SRT Powered é uma característica da série Silent Guitar e utiliza a mesma tecnologia de captação e preamp do sistema SRT. Como o Silent Guitar de corpo sólido não possui um som acústico natural para ser recriado, o sistema SRT Powered mistura entre o captador debaixo do rastilho e um timbre de microfone singular e ideal.

SRT Zero Impact

O sistema de captação SRT Zero Impact é o captador embaixo do rastilho exclusivo da Yamaha e um elemento essencial para o sistema SRT. Desenhado para minimizar o impacto do captador no timbre e na aparência tradicional do instrumento, o sistema utiliza elementos individuais de captação para cada corda proporcionando um timbre muito mais poderoso, dinâmico e natural do que os captadores debaixo do rastilho tradicionais. Pode ser usado passivamente, diretamente em um conector ou com um preamp SRT.

TransAcoustic

O Violão TransAcoustic possui reverb/chorus integrados dentro do violão para entregar sons acústicos inspiradores sem a necessidade de efeitos externos, amplificação ou conhecimento técnico.

1. Os captadores debaixo do rastilho captam as vibrações das cordas

2. Um preamp processa o sinal aplicando os efeitos como reverb e chorus

3. Um acionador preso na parte de trás do corpo manda esse sinal para a saída

4. O corpo do violão se torna o alto falante do sistema, com os efeitos combinados perfeitamente com o timbre acústico sem qualquer necessidade de amplificação externa ou alto falantes

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